21 novembro 2017

Aquilombar é Preciso - II Marcha das Negras reúne cerca de 1200 pessoas em Crato

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Crato (CE) - “Pelo Bem viver, contra todas as formas de opressão, discriminação e aniquilamento”, este foi o tema da segunda Marcha Regional das Mulheres Negras do Cariri, que aconteceu na manhã desta segunda (20), Dia da Consciência Negra. O movimento começou com a articulação nacional, em 2015, mas as mulheres, este ano, voltaram a se reunir e percorrer as ruas do Município gritando contra a violência, desigualdade social e por mais oportunidades. Ao todo, cerca de 1200 pessoas participaram.

A marcha contou com estudantes, professores, comunidades quilombolas, povo de terreiros, grupos de capoeira, além de agricultoras. De acordo com a professora Verônica Isidorio, o encontro é para dar visibilidade às atividades dos grupos de mulheres e fazer denúncias.

Se ‘aquilombar’, no sentido de fortalecer, se juntar para continuar resistindo. Dizer que o racismo mata, oprime, causa depressão, evasão escolar. Estamos na rua para dizer que nenhuma forma de racismo passará em silêncio e impune aqui na região do Cariri”, explica Verônica, que compõe a Frente de Mulheres do Cariri.

A professora acrescenta que os números de violência contra a mulher têm aumentado. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre 2005 e 2015 houve um crescimento na taxa de assassinato de mulheres negras de 22%. Verônica ressalta que, no Brasil, 68% das mulheres presas no são dessa cor, ou seja, duas a cada três. “Um número preocupante porque a gente sabe que ele está ligado às várias formas de racismo, de uma sociedade machista, racista e patriarcal”, completa.

Enquanto a educadora popular Eliana de Lima, membro do Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec) e uma das organizadoras da Marcha, conta que em todos os estados as mulheres sentiram vontade continuar o movimento, mesmo sem a articulação nacional, mas com mais autonomia. Segundo ela, a caminhada conseguiu reunir muitas moradoras do campo, que sofrem com o racismo.

Existe um número grande de mulheres negras nessas comunidades. Lá não têm, muitas vezes, postos policiais, postos de saúde, acesso à água e à terra. Por isso, lutamos também pela regularização fundiária das terras, políticas de atenção e assistência as comunidades rurais, formas de viver e produzir no campo, soberania e segurança alimentar”, garante.

É o caso de Silvana Santos, da comunidade quilombola de Lagoa dos Criolos, em Salitre, que percorreu cerca de 150 km até o Crato para unir forças à luta das mulheres negras.  “Viemos para ter voz, lutar por nossos direitos e que chegue até os Poderes. Não devemos nos calar com tudo que acontecendo e gritar que a união faz a força. Lá, tem vários problemas de violência, trabalho que não é concretizado. Temos que lutar para realizar nossos sonhos e nossos direitos”, exata a agricultora. (Com informações do Diário Cariri).

Cerca de 1200 pessoas caminharam pelas ruas de Crato. (Foto: Antonio Rodrigues).



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20 novembro 2017

O dia e a hora em que o racismo vai acabar no Brasil

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Informação é uma forma de empoderar uma sociedade - e, principalmente, a parcela negra desta sociedade - que anseia por mais igualdade racial.

O Dia da Consciência Negra é um dos poucos no qual a cobertura jornalística se preocupa em falar do racismo.

É de se esperar que a categoria — na qual a grande maioria é branca, segundo dados de 2012 da Federação Nacional dos Jornalistas, e onde só 23% dos profissionais são negros — só se preocupasse em noticiar questões raciais com afinco em um único dia do ano, negligenciando outros fatos sobre o tema que acontecem em todos os outros dias.

Mesmo assim, recentemente, vemos mais manchetes denunciando situações de racismo. Infelizmente, pela falta de diversidade racial nas redações, as coberturas, não raro, são bem repetitivas.

É cansativo ver o negro virar notícia apenas quando o tema é racismo. Muitas vezes, em meio à cobertura destes casos, a única coisa que se pensa é: “Quando o racismo vai acabar no Brasil?”.  E foi esta a pergunta que fizemos para alguns especialistas que entrevistamos para este especial da Consciência Negra em 2017. Tivemos algumas respostas:

Nunca”, crava a dra. Aza Njeri, que nos falou sobre o papel das pessoas brancas no combate ao problema.

É possível ter outra resposta. Mesmo que não seja nenhuma.

É delicado responder esta questão, uma vez que o racismo se apresenta a partir de um conjunto de eventos que formam uma estrutura já enraizada nas relações”, afirmou a rapper Yzalú, que nos indicou algumas músicas fundamentais para entender questões raciais no Brasil.

Mesmo com o destaque midiático, diz ela, “a população negra continua sendo a maior afetada quando observamos as taxas de homicídio dos jovens, as taxas de encarceramento, de desemprego, escolaridade, etc, sem contar os inúmeros casos de racismo que presenciamos a todo momento no noticiário”.

Neste momento, penso tratar-se de uma questão sem resposta”, finaliza.

O músico Jairo Pereira, do Aláfia, tem uma opinião um pouco mais otimista, mesmo sem precisar quando acha que o racismo vai acabar:

Acredito que uma coisa é importante para o fim do racismo:precisamos discutir privilégios e branquitude. As pessoas precisam compreender o lugar que foi posto aos pretos, de forma sistemática. E para que isso tenha eficácia, voltamos à velha fórmula educação, justiça, equidade, compaixão, altruísmo e empatia”.

O dr. Juarez Xavier, da Unesp, acredita que o fim do racismo passa pelo desmonte do mecanismo repressivo e o ideológico do Estado brasileiro. “Quando o racismo vai acabar? Quando a gente acabar com esse Estado de coisa que reproduz um processo perverso de massacre, execução, genocídio e extermínio da população negra com uma máquina ideológica justificadora desse massacre.

Além de tudo isso, o racismo vai acabar quando houver mais informação para a sociedade. E essa é a arma principal neste especial sobre o Dia da Consciência Negra, que foi liderado pelos (poucos) jornalistas negros da redação. Em meio a pesquisa, entrevistas e produção, uma certeza (e também esperança): a informação é uma forma de empoderar uma sociedade - e, principalmente, a parcela negra desta sociedade - que anseia por mais igualdade racial.

Acreditamos que, com mais consciência e conhecimento, o fim do racismo estará cada vez mais próximo. (Com informações do Catraca Livre).

Dia Nacional da Consciência Negra. (Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas).

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19 novembro 2017

Alexandre de Moraes abre espaço para o golpe parlamentarista

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Uma nova etapa do golpe de 2016, que afastou a presidente Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade e instalou Michel Temer no poder, pode estar sendo urdida.

Indicado para o Supremo Tribunal Federal por Temer, o ministro Alexandre de Moraes pretende colocar em pauta a ação que permite ao Congresso Nacional votar a emenda parlamentarista, que já foi rejeitada pela população brasileira em plebiscito.

O parlamentarismo seria uma saída para a direita brasileira, que é incapaz de produzir um candidato capaz de rivalizar com o ex-presidente Lula – e transferiria o poder para o Congresso mais corrupto da história do Brasil.

De acordo com a mais recente pesquisa Vox Populi, Lula tem 42% contra 34% de todos os adversários e venceria em primeiro turno.

Agora ou nunca. A última porta para instalação de um regime semipresidencialista no país foi aberta. Na última terça (14), o ministro Alexandre de Moraes pediu a inclusão na pauta de julgamentos do Supremo de uma ação que questiona se o Congresso poderia mudar o sistema de governo mesmo após a rejeição do parlamentarismo no plebiscito de 1993. Se o tribunal entender que sim, abre-se uma brecha para a articulação que o presidente Michel Temer gesta há meses com seus aliados.

A origem. O mandado de segurança que trata do assunto está na corte desde 1997 e foi proposto por partidos que questionaram tentativa de aprovar uma emenda constitucional que instituísse o parlamentarismo depois da rejeição do regime por uma consulta popular.

Sem saída. Se o STF decidir que a articulação de uma emenda contraria a Constituição, qualquer iniciativa desse tipo terá que ser descartada. Temer tem consultado aliados no Congresso sobre o assunto e discutiu a mudança do sistema de governo com o ministro Gilmar Mendes. (Com informações do Painel/ 247).



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18 novembro 2017

Depois de 8 anos, o Ceará retorna à Série A do Brasileirão

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Pode comemorar, torcedor alvinegro! O Ceará está de volta à Série A do Campeonato Brasileiro! Na história do clube, este é o terceiro acesso à Primeira Divisão. O mais recente está fresco na memória do torcedor. E o Vovô nem precisou entrar em campo para subir. Com o empate do Londrina com o América-MG e a derrota do Oeste para o ABC, o Alvinegro de Porangabuçu fica quatro pontos de quem está fora do G-4 e, faltando só uma rodada para o fim da Segundona, não pode mais ser alcançado.

Em 2009, o Vovô conquistou a vaga na elite do futebol nacional na penúltima rodada da competição. A primeira vez, alguns anos atrás, foi em 1992, quando subiram 12 times para a então Primeira Divisão. Abaixo, relembramos como foi cada um dos acessos.

Primeiro acesso. Em 1992, inicialmente, apenas dois times ascenderiam à Primeira Divisão. No entanto, antes do início do torneio, a CBF estabeleceu que 12 equipes se classificariam para a Série A da época. O nome da competição também foi modificado. Passou de "Divisão Intermediária" para "Divisão Classificatória".

O Vovô estava no Grupo 1 (eram quatro, no total), que contava com CSA, Fortaleza, Campinense, Central, Santa Cruz, Picos e ABC. Segundo o regulamento, classificariam-se os três primeiros para a fase seguinte. Estes já teriam vaga assegurada na Primeira Divisão de 1993. Ao término da competição, o Alvinegro de Porangabuçu terminou na 10ª posição e disputou, no ano seguinte, a Série A.

Segundo acesso. Em 2009, veio o segundo acesso. Este decerto está mais fresco na memória do torcedor alvinegro. O formato da competição era o mesmo do atual. Com 20 clubes, quatro galgavam lugar à Série A. O Vovô encerrou a competição em terceiro, com 68 pontos. O acesso, no entanto, foi confirmado uma rodada antes, quando o Ceará bateu a Ponte Preta por 2 a 1 no Moisés Lucarelli. Os gols foram marcados por Renan (contra) e pelo zagueiro Fabrício, que anotou o tento da classificação à Série A.

Terceiro acesso. Mais uma vez, o Vovô chegou à penúltima rodada dependendo apenas de si para conquistar a vaga na Série A do ano seguinte. O adversário da vez era o Criciúma. Mas nem precisou se desdobrar em campo para subir à elite do futebol brasileiro. Antes de enfrentar o Tigre, o Vovô já garantiu o acesso com a derrota do Oeste e o empate do Londrina. Com isso, os dois times que eram adversários diretos por uma das vagas na Série A, não alcançaram mais o Vovô. (Com informações do Globo Esporte).

Ceará; jogadores; torcida; Criciuma; Heriberto Hulse. (Foto: Caio Rocart/ TV Verdes Mares).



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Câmara de Nova Olinda retira de pauta projeto que proíbe discussão de gênero e sexualidade nas escolas

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Professores, professoras, estudantes do ensino médio e de nível superior, ativistas sociais e demais cidadãos de Nova Olinda se prepararam para irem à sede da Câmara desta municipalidade para acompanharem e protestarem na noite da última quinta-feira, 16, contra a votação do Projeto de Lei n° 16/2017, de autoria do vereador Adriano Dantas (PSB).

O texto visa proibir a discussão de gênero e sexualidade na rede pública municipal de ensino sob o pretexto e, ou utilização do termo “ideologia de gênero”. No Art. 1º do PL está descrito:

“- Fica proibida a distribuição, utilização, exposição, apresentação, recomendação, indicação e divulgação de livros, publicações, projetos, palestras, folders, cartazes, filmes, vídeos, faixas ou qualquer tipo de material, lúdico, didático ou paradidático, físico ou digital contendo manifestação de ideologia de gênero ou orientação sexual Rede das Escolas de Educação de Nova Olinda. ”

A repercussão foi rápida e várias pessoas passaram diariamente a se manifestarem contrários à proposta do edil psbista. A mobilização começou nas redes sociais com professores, estudantes e universitários lançando textos. O posicionamento do Secretário Estadual de Educação, Idilvan Alencar, do Coordenador da Crede 20, Roberto Souza, do diretório municipal do PT, além de uma Carta Aberta do Escola Sem Mordaça de Nova Olinda e das constantes intervenções do Coordenador do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Itapajé, Francisco Pedro, foram os mais significativos.

Nas ruas, era claro o semblante de tristeza de todos aqueles que defendem uma educação para a diversidade, voltada para a promoção da igualdade e respeito às diferenças. Reunião foi marcada para traçar metas visando combater a ideia que já tinha sido apresentada na sessão ordinária do dia 09/11 e um evento foi organizado no facebook chamando as pessoas para comparecerem à sessão do dia 16 e pressionar parlamentares a se posicionarem contrário ao PL.

“Nas duas últimas sessões nunca se viu tanta gente a acompanhar os trabalhos de vereadores”, dizia entusiasmado um dos presentes na sessão da última quinta. “As sessões são quase sempre vazias, só com os vereadores”, ponderou outro, comprovando que o comparecimento das pessoas ao legislativo tinha um objetivo específico: perceber qual dos (as) representantes do povo iria se voltar contra a educação.

A força da mobilização popular fez com que o presidente da casa, o vereador José Marcos Teixeira, o Zé de Naninha, retirasse na quinta-feira, horas antes da sessão, o Projeto da Pauta de Votação. Em nota lançada no facebook, o presidente justifica que a medida se deu em virtude da necessidade de se fazer uma análise “contundente e peculiar acerca do mesmo, sobretudo na perspectiva de amadurecimento da matéria e competência para o mesmo”.

Minutos antes da sessão, este professor e blogueiro conversou com o presidente do legislativo no intuito de solicitar o arquivamento da matéria, sobre o preceito de que esta fere a Constituição Federal de 1988 que afirma ser competência privativa da União legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional e desrespeitar a LDB, nº 9.394/96 nos seus Art. 2º e 3º, sendo, pois, inconstitucional.

Zé de Naninha nos respondeu que estava ciente da inconstitucionalidade, o que o motivou a retirar o texto de pauta e que não deveria nos preocupar, pois estaria vendo todas as questões.

Sede da Câmara Municipal de Nova Olinda. (Foto: Divulgação).





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16 novembro 2017

Racismo: perícia mostra que Waack falou “coisa de preto”

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Uma perícia privada contratada pela Folha concluiu que o apresentador afastado do "Jornal da Globo", William Waack, 65, disse que uma buzina que o irritou durante uma conversa antes de uma participação ao vivo, em 2016, era coisa de "preto". O laudo foi elaborado pelo Instituto Brasileiro de Peritos (IBP).

Para o instituto, a análise acústica permite identificar os sons correspondentes à palavra preto.

O instituto afirmou que foi realizada uma análise perceptiva-auditiva e acústica da fala e os resultados confrontados com as imagens de Waack. De acordo com o laudo, o jornalista teria dito as seguintes frases:

Waack - "Tá buzinando por quê? Ô seu merda do cacete, merda."

Waack - "Deve ser um, (deve ser/você é) filho de um, não vou nem falar de quem, eu sei quem é né. Sabe o que é né?"

Sotero - "Não"

Waack - "Preto né" (sem compreensão)

Sotero - "Ahn"

Waack - "Preto né"

(risos)

Waack - "Sabe o que é isso? É coisa de ..."

Sotero - "Sim"

Waack - "Com certeza" (risos)


(As informações são da reportagem da Folha de S.Paulo, com o 247).

Waack falou "coisa de preto", constatou perícia. (Foto: Reprodução/ 247).

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15 novembro 2017

Passagem dos 500 anos da Reforma Protestante será discutida em Mesa Redonda em Altaneira

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O auditório da Fundação Educativa e Cultural ARCA, em Altaneira, será palco em dezembro de uma Mesa Redonda alusiva aos 500 anos da Reforma Protestante.

O anúncio foi feito na manhã de terça-feira, 14, por Vinícius Freire, professor e líder do Ministério Nissi, entidade religiosa e uma das idealizadoras do evento. Segundo informações do site Nissi Altaneira, a Reforma religiosa encabeçada por Martinho Lutero dividiu o cristianismo ocidental entre Católicos e Protestantes, trazendo várias implicações e consequências no contexto das relações sociais e políticas.

Pensando justamente nas consequências da Reforma e no momento atual em que o Brasil tem passado, no qual a Religião, sobretudo evangélica, tem mergulhado na política nacional, mídia e também por que não dizer, na educação, resolvemos pensar a Reforma e seu legado nos dias atuais. Para tal, tentamos construir um momento de debate, democrático em que pontos de vistas diferentes possam coexistir em harmonia, daí fazermos uma mesa redonda aberta a toda a comunidade altaneirense e por que não cidades circunvizinhas”, disse Vinícius ao justificar a idealização de proporcionar a mesa.

Ainda segundo o professor, o momento versará sobre as consequências da reforma na atualidade, tendo como enfoque a Política, a Religiosidade, o Gênero e o Ensino Religioso. A mesa será composta por Carlos Alberto Tolovi, Doutor em Ciências da Religião e professor de filosofia da Universidade Regional do Cariri (URCA), por este signatário, professor, Especialista em Docência do Ensino Superior e ativista do Grupo de valorização Negra do Cariri (GRUNEC) e pelo próprio Vinícius, que também é professor da rede estadual de ensino na Escola de Ensino Médio Santa Tereza.

A mesa é uma realização do Nissi Altaneira e da Fundação Educativa e Cultural ARCA, tendo como público alvo estudantes do Ensino Médio, universitários, professores, pastores e líderes de outras denominações religiosas, pessoas com afinidades na temática e está programada para ocorrer dia 01 de dezembro às 19h00.

Tolovi, Nicolau e Vinícius (Da Esq. para a Dir). (Fotomontagem: Blog Negro Nicolau).



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Jair Bolsonaro chama colunista Mirian Leitão de Porca

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O deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) demonstrou que tem pavio curto antes mesmo da campanha eleitoral começar. Nesta terça, a colunista de Economia do jornal O Globo, Míriam Leitão, disse que o deputado do PSC "não sabe o básico sobre economia e nem um transplante seria capaz de salvar Bolsonaro".

A crítica da jornalista do Globo foi suficiente para despertar a ira do deputado fluminense: "Míriam Leitão diz que Bolsonaro não sabe nada sobre economia. Esta faz juz ao sobrenome!", disse ele, ao fazer trocadilho com o sobrenome da colunista.

Bolsonaro não perdeu a oportunidade de mencionar e defender a ditadura militar: "Miriam Leitão, a marxista de ontem, continua a mesma. Se eu chegar lá vai querer lamber minhas botas, como fez com todos que chegaram ao Poder. Seu lugar é no chiqueiro da História", escreveu o parlamentar do PSC. (Com informações do 247).

(Foto: Reprodução/ 247).

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14 novembro 2017

Gabarito oficial do Enem 2017 é divulgado pelo Inep

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Foi divulgado nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) o gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para conferir as respostas basta acessar o sitio do Ministério da Educação (MEC) na internet. Conforme informações do próprio órgão, o Boletim de Desempenho deverá ser disponibilizado aos participantes em 19 de janeiro de 2018.

Clique aqui e confira o Gabarito.


(Foto: Divulgação).

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13 novembro 2017

Escola Sem Mordaça divulga Carta Aberta aos Cidadãos de Nova Olinda

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O coletivo "Escola Sem Mordaça - Nova Olinda (CE)", resolveu seguir o dito popular que diz “várias cabeças pensam melhor do que uma” e ao juntar as ideias redigiram uma Carta Aberta aos Cidadãos de Nova Olinda. 

O teor da carta que foi divulgada no facebook na manhã desta segunda-feira, 13, pelos universitários Márcio dos Santos, Matheus Santos e Luan Moura versa sobre o estapafúrdio Projeto de Lei do Vereador Adriano Dantas (PSB) que proíbe a discussão de gênero e sexualidade na rede pública de ensino desta municipalidade sob a denominação de “Ideologia de Gênero”.

Segundo o coletivo, há uma onda de cunho conservador que está tomando conta do cariri cearense, seguindo um movimento de proporção nacional. “Os responsáveis por essa onda estão distorcendo o debate acerca dos estudos sobre gênero e sexualidade. Ao invés de informar e esclarecer a população, utilizam a desinformação para construir um discurso populista, muitas vezes impregnado de fundamentos e apelos religiosos. Alguns dos responsáveis pela desinformação utilizam a posição de visibilidade social que possuem para influenciar e impor seus discursos”, diz introdutoriamente a carta que além de ter a típica manifestação de repúdio ao projeto, elucida pontos equivocados no documento do edil psbista.

Confira íntegra da Carta encaminhada à redação do Blog Negro Nicolau:

Uma onda conservadora está se instaurando na região do Cariri cearense, acompanhando um movimento de proporção nacional, que visa calar os debates sobre pluralidade, diversidade e respeito. Os responsáveis por essa onda estão distorcendo o debate acerca dos estudos sobre gênero e sexualidade. Ao invés de informar e esclarecer a população, utilizam a desinformação para construir um discurso populista, muitas vezes impregnado de fundamentos e apelos religiosos. Alguns dos responsáveis pela desinformação utilizam a posição de visibilidade social que possuem para influenciar e impor seus discursos.

De maneira imediata, projetos são criados sem a participação efetiva da população. Decisões de tal natureza mostram que as políticas públicas são feitas para pequenos grupos e distanciadas da grande maioria da população. Foi justamente isso que aconteceu no município de Nova Olinda: o Projeto de Lei proposto pelo Poder Legislativo, que trata da proibição da chamada "ideologia de gênero” no ensino municipal, só ganhou repercussão pelo fato de ter sido vazado. Apesar de reconhecer que o projeto ainda iria ser apresentado, não podemos negar que a divulgação de propostas é insuficiente e alcança apenas um pequeno número de pessoas.

Além de manifestar nossa rejeição ao Projeto de Lei 16/2017, esclarecemos algumas ideias equivocadas que estão sendo disseminadas:

       Esse projeto de lei não contribui em nada com a educação, apenas promove retrocessos. “Ideologia de gênero” é uma expressão utilizada pelos que querem impedir que a discussão sobre gênero e respeito às diversidades seja feita nas escolas. O objetivo é confundir as pessoas. Não existe em nenhum momento a intenção doutrinar a sexualidade de crianças e adolescentes, muito menos de induzir a uma sexualização precoce. Não é possível mudar a orientação sexual de ninguém e a proposta não é essa. O objetivo é promover uma educação que rompa com toda forma de preconceito e violência, levando em consideração a idade e etapas de desenvolvimento das crianças e adolescentes. Discutir gênero nas escolas é combater todas as formas de discriminação, como o machismo, racismo, sexismo, misoginia, homofobia e transfobia. A censura contribui para o agravamento dos problemas de convivência no ambiente escolar e consequentemente para uma sociedade intolerante, preconceituosa e violenta.

       Garantir um processo formal de educação pautado na liberdade e no respeito às diferenças, não é ser contra a participação da família nesse processo. Pelo contrário, isso também requer a valorização das experiências adquiridas no convívio familiar e comunitário. No entanto, a autonomia das escolas e dos educadores não pode ser comprometida. Também não é ser “contra a família”, mas garantir que todas as formas de constituição familiar sejam respeitadas e não somente um modelo heteronormativo.

       Apesar da legislação não privilegiar princípios religiosos, muitos defensores do projeto utilizam discursos que colocam estes princípios acima da laicidade garantida constitucionalmente. O que deve ser construído é um debate que respeite todas as crenças e religiões. Não podemos permitir que a intolerância religiosa impeça a efetivação de direitos. Temos crenças diversas e não-crenças que precisam ser respeitadas, mas que não podem bloquear processos democráticos de cunho político e social.

       A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) recomenda que se discuta gênero nas escolas, em defesa do respeito às diversidades. A Constituição Federal assegura a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”. Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) visa o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, o respeito à liberdade, apreço à tolerância e garante a gestão democrática do ensino público. Portanto, as decisões devem respeitar as determinações legais e garantir a participação de toda a sociedade, incluindo a família, os estudantes e os mais diversos tipos de educadores e pesquisadores. Também é preciso valorizar conhecimentos, experiências, saberes e fazeres do povo nas artes e na cultura. A educação não deve ser um assunto restrito, mas de interesse geral, em que todos estejam conscientes das possibilidades e potencialidades educacionais do nosso município. É essencial que o poder público crie canais de diálogo e núcleos de debate sobre a educação e promova uma gestão transparente e participativa que envolva a fiscalização de recursos.

É preciso pautar os debates naquilo que diz respeito aos problemas reais do nosso município e criar políticas públicas que os solucionem, o que requer o envolvimento da população. Precisamos exigir uma efetividade maior do Poder Legislativo diante de questões realmente primordiais. Impedir que assuntos como gênero, orientação sexual e identidade de gênero sejam abordados no ambiente escolar, é criar obstáculos para o acesso e permanência dos estudantes na escola. Mais que isso: é fechar os olhos e abrir ainda mais espaço para a violência gratuita contra as mulheres e LGBTs. Precisamos construir uma educação que valorize o respeito e que seja capaz de promover a paz social.

"Essa carta é o retrato da opinião de inúmeros novolindenses que compartilham das mesmas ideias defendidas nesse texto".

Carta assinada pelo Coletivo "Escola Sem Mordaça-Nova Olinda (CE). (Foto: Reprodução/ Facebook).



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